Carla Bruni trocou os pódios da moda pela canção

cb.jpg

Esperamos por Carla Bruni no vasto salão burguês num hotel do 6.º Bairro, em Paris. Ela foi uma top model de muito sucesso. Hoje aclamamos a cantora. Quatro anos depois do sucesso de Quelqu’un m’a dit (12 milhões de cópias vendidas), ela interpreta poemas de William Butler Yeats, de Emily Dickinson ou ainda de Dorothy Parker, deliciosos murmúrios para ouvidos delicados. Eis fragmentos escolhidos da conversa com uma mulher fascinante.

Beleza
“Sempre me senti observada, mas nunca pensei que era por causa da minha beleza, eu era tímida, mas a timidez é uma enorme pretensão: é crer que toda a gente olha para nós, e o o-lhar das outras pessoas fascinava-me. Ainda hoje continuo a gostar que o-lhem para mim. Para mim, o pior não é desagradar, é não ser vista. E, no entanto, não sou assim tão notada: te-nho a impressão de que não possuo um estilo, não sou adepta nem de maquilhagem nem de roupas extravagantes. Gosto é do azul marinho, do preto, de simplicidade, da discrição. ”

Infância
“Foi maravilhosa, mas também um pouco solitária. A Itália era diferente. Eu estava cheia de pressentimentos e adorava isso: alimentava grandes esperanças, inventava um destino para mim. Fui uma adolescente agitada, com ‘um gosto por novas experiências’: tinha uma enorme curiosidade pelos rapazes, pela música, pela arte e pelas experiências em geral, viagens às diferentes drogas. Fico espantada com os miúdos de hoje, estudiosos, sérios, prudentes. Tenho amigos que andam pelos 50 anos. Os filhos rondam os 25 e vão com eles de férias. Eu, aos 18, tinham de me matar para ir com os meus pais.”

Feminilidade
“Sou um coração mole, uma gata, uma italiana, gosto de projectar a feminilidade mais clássica: a doçura, a sedução, o encantamento. Mas não nasci já assim: isto são lacunas que preenchi. Acho que há dois discursos na sedução: por um lado, o encanto das palavras ligadas ao pensamento, à inteligência, à cultura; por outro, um discurso subjacente ligado às feromonas. É esse que me interessa. É também o discurso da música. Sou-lhe extremamente sensível.”

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: