Sob chuva, Miss Brasil samba na Marquês da Sapucaí

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O comemoração do Dia Nacional do Samba, neste domingo, levou milhares de foliões para a Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Em sua estréia, a rainha de bateria da Vila Isabel, a Miss Brasil Natália Guimarães fez bonito e emprestou sua beleza à exibição da Vila Isabel.

A rainha de bateria da Mocidade, Tatiana Pagung, também encantou a passarela. A parte ruim da festa foi o som da avenida, que apresentou muitas falhas e chegou a parar completamente no meio da apresentação da azul-e-branco.

Boa estréia de Natália
Pisando pela primeira vez no palco principal do desfile, Natália ficou um pouco intimidada quando viu a multidão à sua volta e contou que estava nervosa.

A miss se disse emocionada ao ver que os ritmistas usavam uma camiseta com o rosto dela estampado. “Não sabia. Foi uma surpresa para mim”, falou. Ela também foi surpreendida pela chuva, mas preferiu continuar de sandália e enfrentou a água. “Se chover no dia do desfile vou estar preparada. Sou à prova d’água”, brincou.

Usando um vestido azul-e-turquesa com decote em v, Natália saudou o público, mas não levantou as arquibancadas. “Quero sentir essa energia de novo, muitas vezes”, empolgou-se. “Estou aprendendo a sambar com uma passista da escola. Todo dia treino um pouquinho. E estou malhando muito. Em fevereiro, no dia do desfile, vai ser uma mineirinha dando uma de carioca e se divertindo muito”, anunciou.

Som falha, mas harmonia dá show
A exibição da Vila ia muito bem quando o som da Avenida parou completamente no momento em que a bateria passava pelo setor 5. Resultado: os componentes tiveram que passar a cantar o triplo do que estavam cantando para o samba não atravessar. E conseguiram. Comandados por Ricardo Fernandes (diretor de carnaval) e Décio (diretor de harmonia), os demais diretores conseguiram manter a unidade do canto e deram um verdadeiro show de competência.

Por causa disso, a bateria preferiu não parar no segundo box. O vice-presidente da Vila e um dos autores do samba, Evandro Bocão, comentou o fato. “Isso aqui é Vila Isabel. É raça. Vamos provar que nosso samba é bom e que pode chegar longe”, disse. Usando pompons nas mãos, os componentes se mostraram alegres e bem descontraídos.

No início do desfile, a escola trouxe um tripé de 2,5m com o logotipo do enredo Trabalhadores do Brasil em neon. À frente dele, um grupo de figurantes representava as várias facetas do tema, como a escravidão, os agricultores e os profissionais liberais. Em seguida, veio a comissão de frente oficial. Coreografada por Marcelo Missailidis, ela optou por fazer movimentos simples, guardando as surpresas para o dia do desfile.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho e Rute, bailou na Avenida mesmo com condições adversas. O chão molhado e vento não tiraram o brilho da bela exibição da dupla, que, sem dúvida, é forte candidata às notas máximas em 2008. Rute já é consagrada, mas Julinho ainda procura alcançar o merecido reconhecimento. O casal vem ensaiando desde abril.

Samba-enredo passa no primeiro teste
Resultado de uma fusão de duas obras, o samba-enredo da Vila não está na lista dos melhores da safra e até bem pouco era encarado com certa restrição.

O ensaio deste domingo, no entanto, serviu para exorcizar qualquer má impressão. Simplesmente o samba se tornou agradável e vai embalar muito bem a caminhada da azul-e-branco na Avenida. A bateria de Mestre Mug apresentou paradinhas ousadas e relativamente longas em alguns momentos. Se bem execuadas no dia do desfile podem ter efeito surpreendente.

Para o diretor de carnaval da Vila, Ricardo Fernandes, a escola fez um grande ensaio. “Conseguimos com que o samba não atravessasse. Quero parabenizar a todos da harmonia e aos componentes que demostraram muita garra e energia. No próximo ensaio teremos a obrigação de nos superar”, avaliou.

Mocidade abriu a noite
Antes da Vila, quem deixou a pista mais charmosa foi Tatiana Pagung, rainha de bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel. A escola foi a primeira a entrar, com atraso de uma hora no ensaio, marcado para as 19h. Todas as alas estavam identificadas com camisas do enredo de 2008. Diferente de 2007, a escola se mostrou bem mais organizada e com a presença efetiva de diretores de harmonia.

Entre os integrantes, a animação era grande, mas, contrariando o pedido do refrão, Deixa o meu samba te levar, o público não se empolgou com o samba O Quinto Império: De Portugal ao Brasil, uma Utopia na História.

O carnavalesco da escola é Cid Carvalho. Ao optar em trazer o casal de mestre-sala e porta-bandeira e ala de baianas no início do desfile, a Mocidade pode ter problemas para furar a frieza das arquibancadas.

Em sua estréia à frente da comissão de frente da verde-e-branco, Fábio de Mello, preferiu guardar as surpresas. O grupo passou fazendo movimentos simples, mas bem sincronizados. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rogerinho e Marcella Alves, sofreu com o vento, mas conseguiu mostrar entrosamento e beleza. Logo em seguida veio a ala das baianas. Nela, pôde-se notar um espécie de corda que marcava o espaço para um tripé.

Samba-enredo tem poucos momentos de explosão
O samba da Mocidade tem uma bela melodia, mas durante o ensaio deste domingo, a obra mostrou que será sustentada basicamente pela força do refrão principal.

Bruno Ribas imprimiu um andamento mais acelerado, que parece ser o ideal para o desfile. A bateria de Mestre Jonas apresentou diversas paradinhas e algumas coreografias entre os naipes iniciais. Depois das duas apresentações, o público assistiu aos shows dos sambistas Dicró e Marquinhos Satã.

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