Com águia de 22 metros, Portela desfila pela natureza

aguia.jpgUma das escolas de samba mais tradicionais e antigas do Rio, a Portela, prometeu fazer do desfile deste ano um “divisor de águas” na madrugada desta segunda-feira, 4. Com o enredo ‘Reconstruindo a Natureza, Recriando a Vida: O Sonho Vira Realidade’, a Portela, que é a única escola que participou de todos os desfiles, pretende quebrar o jejum e ganhar um título, após um desfile cheio de graça e luxo. Apesar da beleza, faltou criatividade e ousadia: as alegorias e fantasias com animais e flores, representando a diversidade da Amazônia, do Pantanal e da Mata Atlântica, não trouxeram inovações.

A escola apresentou carros alegóricos bonitos, fantasias bem acabadas e muitas mulheres daquelas de levantar o Sambódromo (a rainha da bateria, Adriana Bombom, no auge da forma, encabeçava a lista de beldades). Cavalos marinhos, recifes de coral, peixes, borboletas, golfinhos e pingüins apareceram em profusão. Os pontos altos foram o carro que trazia um gorila de dez metros de altura, representando a África e sua exuberância natural, e o que mostrava os efeitos dos abusos cometidos pelo homem: uma alegoria toda marrom, sem vida. Um buraco observado na metade final do desfile, provocado pelo atraso na entrada de um carro, pode prejudicar a escola.

A águia portelense, a maior de todos os tempos, com 22 metros de comprimento e oito de altura, era a narradora do enredo da agremiação, que apostou na força de suas cores. Sem se deixar abalar pela chuva, os integrantes – entre eles ambientalistas e políticos – evoluiram com entusiasmo, batendo no peito na hora de cantar “Eu sou a água, sou a terra, sou o ar/Sou Portela”.

Fundada em 11 de abril de 1923, a Portela já comemorou 21 títulos ao longo de sua história, sendo a campeã do primeiro desfile oficial do carnaval carioca, no ano de 1935. E foi nesse ano que trouxe para a avenida um rústico globo terrestre idealizado por Antônio Caetano, introduzindo, assim, as alegorias nos desfiles. A escola é a maior vencedora do carnaval carioca. O desfile também apresentou a maior águia da história do carnaval carioca: a alegoria que representa a Águia da Portela tem 22 metros de comprimento e carrega dois quilômetros de neon.

A idéia do enredo veio dos apelos de diversos órgãos, que chamam a atenção para a questão ambiental, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Rio, apoiadores da escola. A beleza da fauna e flora do Brasil e do mundo foram mostradas e também as novas fontes de energia e soluções que o homem busca pra tentar reconstruir o que o tempo destruiu. Apesar do luxo apresentado na avenida, com carros alegóricos gigantes, a agremiação teve o patrocínio apenas na Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).

A Portela contou com participações ilustres, como a do ator Antônio Fagundes, que interpreta o personagem Juvenal Antena, da novela Duas Caras da Rede Globo. O desfile da Portela na Avenida Marquês de Sapucaí foi usado também como pano de fundo para uma escola de samba fictícia que integra a trama. Além de Fagundes, brilharam na avenida o ginasta Diego Hipólito, o cantor Zeca Pagodinho, a apresentadora e atriz Adriana Lessa, os atores Maurício Mattar, Paola Oliveira e Débora Nascimento e o cartunista Lan. A rainha da bateria é a ex-paquita Adriana Bombom abrilhantou o desfile.

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